Um produto de alto valor agregado como os imóveis de luxo, deve ser apresentado ao público de forma estratégica, considerando os desejos do consumidor. Em nosso último episódio da série Seu Porto no Futuro falamos sobre os anseios do mercado imobiliário de luxo e estratégias para que esse mercado efetive suas vendas.
Convidamos a arquiteta Camila Brandalise — que atua no desenvolvimento de produtos imobiliários de luxo — para conversar sobre esses anseios, perfil dos consumidores e como os produtos devem ser apresentados a eles.
Embora o valor do empreendimento seja uma característica relevante em todos os casos, no mercado de luxo essa não é um fator decisivo. Mais do que adquirir um imóvel de alto valor agregado, o público desse setor está interessado nas sensações e experiências que o imóvel pode oferecer. O luxo, nesse caso, não é apenas ostentação, mas um estilo de vida que prioriza localização, sentimento, privacidade e exclusividade.
A pandemia trouxe a necessidade de ter uma casa com mais recursos de lazer, conforto e trabalho. Com o home office e o aumento da convivência familiar em casa, houve uma crescente na busca por imóveis maiores. É preciso dividir o convívio familiar dos espaços de trabalho e que trazer conforto para se viver.
É muito comum que esse público tenha uma segunda ou terceira opção de moradia — como as casas no interior ou na praia. O que ocorreu depois da pandemia foi um aumento da procura de imóveis “Second Home” com o mesmo padrão de qualidade das moradias principais.
Os condomínios podem garantir exclusividade e uma boa experiência para os compradores. Hoje, os clientes buscam condomínios que oferecem serviços como lavanderia, espaço para receber convidados, concierge e demais possibilidades que se assemelham a serviços de hotelaria.
Camila nos conta que o público desse mercado quer ser bem atendido, de forma exclusiva e personalizada. Vale lembrar que a classe do mercado imobiliário de luxo busca mais do que um espaço para aplicar o seu dinheiro, mas formas de aplicar seu tempo em experiências de qualidade.
Os imóveis de luxo são elaborados para atender a todas as necessidades do cliente, por isso, muitas vezes esse é o local onde as pessoas querem investir todo o seu tempo ocioso. A arquitetura cumpre um papel crucial nesse sentimento de pertencimento ao lar, pois ela busca compreender e aplicar tudo aquilo que transforma um imóvel em um lar ideal para aquele consumidor.
Em muitos casos, esse cliente vai preferir desfrutar o pouco tempo que tem onde pode ser quem realmente é com as coisas que mais gosta no mundo. É um público que conhece muitas coisas, altamente seletivo e que busca experiência em todos os momentos. No condomínio, a experiência precisa ser personalizada, sem deixar de ser simples e prática.
Empreendimentos com assinatura de marcas como Porsche e Armani estão em alta e podem estar atrelados ao estilo de vida luxuoso que o consumidor procura. Trazer para a moradia os atributos dessas marcas — que o consumidor já usa em outros momentos — amplia a experiência com o empreendimento.
Camila nos disse que isso impacta porque é uma forma do cliente refletir suas preferências de consumo também no estilo de morar. Esse movimento acaba trazendo a sensação de estar comprando algo que o consumidor já conhece e se identifica, reforçando a confiança.
Os sentimentos de exclusividade e a possibilidade de experienciar novas maneiras de viver proporcionam valor ao imóvel de luxo. Nem todos os imóveis de maior custo podem ser considerados de luxo. Para ser considerado de luxo, o valor que um imóvel tem vai além do preço.
Essa classe de consumidores enxerga como valor aquilo que elas podem viver com a família, e, até mesmo, o que aquele local pode agregar em sua vida profissional, como o networking. Muitas vezes, o valor do imóvel está no estilo de vida que ele pode proporcionar ao consumidor.
Camila nos conta que o mercado imobiliário de luxo brasileiro tem um longo caminho a percorrer em questão de sustentabilidade. A eficiência energética, novos sistemas e tecnologia que ajudem na industrialização da construção civil são alguns quesitos que o Brasil precisa desenvolver para alavancar a sustentabilidade.
Essas melhorias na sustentabilidade não demandam maiores custos no valor final dos projetos se comparado à diferença que podem fazer no consumo diário de energia. Existem empresas de ponta que estão trazendo sustentabilidade para o Brasil como diferencial para o consumidor, mas no mercado como um todo, há muito a ser feito.
Ter responsabilidade com aquilo que fazemos é indispensável, pois o que produzimos, deixamos para o futuro. A história que o mercado imobiliário de luxo vai contar para o futuro deve ser pensada, desenvolvida com propósito e responsabilidade. O poder das marcas é inegável nesse sentido e cada escolha é parte dessa história.
Esse foi mais um episódio da nossa série Seu Porto no Futuro que acontece toda segunda-feira no Instagram da Porto.
Carlos Tavarnaro.
Diretor Tavarnaro Consultoria Imobiliária
O trabalho de branding ficou irretocável, motivou e engajou nossos colaboradores. A leveza da comunicação foi aprovada pelos clientes antigos e os novos passaram a se identificar mais com o nosso posicionamento.
Luciano Döll.
CEO InbixVentures
A metodologia ofertada para criar a identidade da marca com todas as suas perspectivas permitiu que, além da marca, nós mesmos nos identificássemos como negócio. Sabíamos que não havia chance de erro e que se houvessem ajustes seriam de sintonia fina.
Miguel Sanches Neto.
Reitor UEPG
O fundamental para o projeto de branding era unificar as duas marcas que a instituição utilizava e comunicar um modelo mais moderno de administrar. O processo de desenvolvimento foi longo e precisou de amadurecimento, porém a adesão instantânea à ela mostrou que ele foi muito exitoso.